
Pequim - A economia chinesa cresceu 8,9% no terceiro trimestre de 2009, uma alta de um ponto percentual em relação ao trimestre anterior e que coloca a China próxima de alcançar os alvos anuais de crescimento.
Segundo informou hoje o Birô Nacional de Estatísticas (BNE) da China em entrevista coletiva, o valor acumulado do Produto Interno Bruto (PIB) nos nove primeiros meses de 2009, alcançou 21,78 trilhões de iuanes (2,12 trilhões de euros ou US$3,19 trilhões), o que supõe um aumento de 7,7% com relação ao mesmo período de 2008.
O comércio exterior nos nove primeiros meses do ano continuou sua tendência de queda com 20,9% (US$1,55 trilhões ou 1,03 trilhões de euros), embora a queda foi menor que o acumulado na primeira metade do ano (23,5%).
Andy Rothman, estrategista da corretora CLSA em Xangai, descreveu o dado como forte, mas não o suficiente para causar um aperto monetário antes do segundo semestre de 2010.
"A China começou, no entanto, a implementar sua estratégia de saída, que é uma redução gradual no patamar de estímulo (ao gasto com infraestrutura e ao crédito), em resposta ao aumento do investimento privado e do consumo", afirmou Rothman em nota.
"Podemos dizer com certeza que alcançar um crescimento de 8% neste ano é algo completamente assegurado. Sem dúvida", disse Li Xiaochao, porta-voz da agência nacional de estatísticas, que divulgou os dados.
Ele também reafirmou a política. "Temos enfatizando uma política fiscal proativa e uma postura de política monetária apropriadamente afrouxada para manter a consistência e a estabilidade da política econômica. Segundo meu entendimento, isso significa estabilidade na política, disse ele, reiterando um comunicado do governo emitido na véspera.
Os dados do PIB mostraram que o gasto com capital contribuiu com 7,3 pontos percentuais para o crescimento de 7,7% nos nove primeiros meses do ano. O consumo foi responsável por 4 pontos. As exportações líquidas, por outro lado, subtraíram 3,6 pontos.
O governo também divulgou nesta quinta-feira dados econômicos referentes a setembro. A formação bruta de capital fixo - uma medida do investimento - saltou 33,3% nos nove primeiros meses do ano, ante alta de 33% entre janeiro e agosto.
As vendas no varejo subiram 15,5% nos 12 meses até setembro, acelerando ligeiramente ante o avanço de 15,4% apurado até agosto. A produção industrial cresceu 13,9% nos 12 meses até setembro, contra previsão de 13,3%.
"Bons números. O crescimento econômico recuperou-se rapidamente", disse Wang Hu, analista do Guotai Junan Securities.
2010
Muitos analistas esperam um crescimento mais forte em 2010, devido à base de comparação relativamente fraca em 2009, à possibilidade de uma recuperação parcial das exportações líquidas e à continuidade do impacto dos estímulos ficais.
A previsão de analistas ouvidos pela Reuters em 18 de outubro era de crescimento de 9%, mas muitos já revisaram para cima seus cenários.
Apesar da economia forte, a China está tecnicamente em deflação. Os dados desta quinta-feira mostraram que o índice de preços ao consumidor caiu 0,8% em setembro sobre igual mês de 2008 e os preços no atacado recuaram 7%.
(Com informações da Reuters e da EFE)
[Fonte: último segundo]